Fábia Oliveira

Em processo ajuizado em 2021, o ativista Agripino Magalhães acusou Neymar Jr. de planejar um assalto armado contra ele; entenda

Fábia Oliveira

27/10/2026 19:12

Reprodução/YouTube

A coluna Fábia Oliveira descobriu que um processo judicial contra o jogador de futebol Neymar Jr., ajuizado em 2021, entrou em sua reta final e ganhou novos desdobramentos. Na época, o ativista Agripino Magalhães acusou o marido de Bruna Biancardi de planejar um assalto armado contra ele após ser alvo de uma série de denúncias.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Frequência de envio: Diário

Ver todas

Ver todas as newsletters

Entenda
Uma decisão recente, emitida em setembro deste ano, determinou que as partes envolvidas apresentassem suas Alegações Finais. Essas, por sua vez, consistem na última oportunidade de manifestação dos envolvidos antes da prolação da sentença final.
Nesta terça-feira (27/10), o autor da ação, Agripino Magalhães, apresentou suas alegações e sustentou que o tribunal indeferiu seus pedidos de produção de provas anteriormente, fato que o teria prejudicado injustamente. Nessa esteira, o ativista requereu que o feito não seja julgado neste momento e que as provas por ele solicitadas sejam autorizadas, revertendo a decisão anterior.
O autor da ação afirmou, ainda, que a recusa ao seu pedido poderá configurar cerceamento da defesa e “infringirá a legislação pacífica do Supremo Tribunal Federal”. Magalhães pediu que, na hipótese de seu pleito ser indeferido, a ação seja julgada procedente para a condenação de Neymar e de Davi de Costa Paiva Tangerino, advogado do jogador que também consta como réu.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
6 imagens
1 de 6
Ricardo Moreira/Getty Images
2 de 6
Neymar Jr. no programa Varanda Gourmet
Reprodução/YouTube
3 de 6
Agripino Magalhães Júnior, representante da Associação LGBT+
4 de 6
Raul Baretta/ Santos FC
5 de 6
Raul Baretta/ Santos FC
6 de 6
Agripino Magalhães é ativista e suplente de deputado estadual em SP
O ativista afirmou também que a advogada que representa o atleta prejudicou o andamento do procedimento e faltou com a verdade perante o juízo, razão pela qual pleiteou a instauração de um procedimento criminal em face dela. Vale lembrar que Magalhães busca uma indenização a título de danos materiais de R$ 42 mil e uma indenização a título de danos morais na importância de R$ 1 milhão.
A coluna descobriu, ainda, que Neymar e Davi apresentaram suas alegações, respectivamente, nos dias 13 e 21 de outubro. Ambos pediram que a ação seja julgada improcedente e convergiram ao sustentar que o ativista não comprovou sua participação nas supostas ameaças recebidas, no roubo de seu celular ou nos prejuízos financeiros e morais alegados.
Entenda o caso:
- Em 2021, Agripino Magalhães acusou o jogador de futebol Neymar de planejar um assalto armado contra ele, após iniciar uma série de denúncias contra o craque por supostas práticas de homofobia
- Na ação, o ativista também acusa o advogado de Neymar, Davi de Paiva Costa Tangerina, por ameaças de morte
- Na época, Magalhães afirmou que estaria sofrendo ameaças de morte partindo de Neymar e seu advogado e disse que “foi assaltado a mando deles”
- No inquérito, constam supostos diálogos homofóbicos do craque com amigos. Nessas conversas, Neymar e os amigos estariam falando do modelo Tiago Ramos, ex-namorado de Nadine Gonçalves, mãe do jogador
- Sobre o episódio, Magalhães conta que Neymar passou a vociferar contra Tiago sinalizando que os gays “deveriam ser mortos e empalados vivos”.
- Na época, a defesa do ativista também alegou que ameaças escritas e veladas passaram a ser pontuais
- Agripino cobra uma indenização de Neymar e do seu advogado no valor de R$ 1 milhão por danos morais, além de R$ 42 mil por danos materiais


