As exportação de carne bovina para a China cairam 93,5% em setembro, segundo dados da Balança Comercial divulgados nesta terça-feira (6/10) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, o movimento pode ser explicado pela salvaguarda chinesa, que prevê a taxação de 55% dos produtos que entrarem no país quando a cota dedicada ao Brasil fosse preenchida. Para 2026, a cota destinada ao Brasil é de 1,106 milhão de tonelada, com a tarifa atualmente aplicável de 12%. Quando o volume destinado ao Brasil atingir 100% da cota, as compras que excederem o limite estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%, conforme as regras estabelecidas pelo governo chinês.O MDIC já monitorava a desaceleração nas exportações, sendo observada desde agosto, com o receio dos empresários de embarcarem seus produtos em decorrência da taxação.Apesar disso, a exportação de carne para os Estados Unidos (EUA) cresceu 524,3%. O diretor, no entanto, aponta que ainda é cedo para dizer que vai existir redirecionamento em todo setor.De acordo com ele, o que aconteceu com as embarcações de carne para os EUA em setembro pode ser analisado como algo pontual de demanda de mercado.Balança Comercial de SetembroA balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro. Houve um aumento de 146,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve saldo positivo de US$ 3,1 bilhões.Em relação às importações, houve redução de 2,4% na comparação com o mesmo período de 2025, com US$ 26,7 bilhões em setembro de 2026, frente aos US$ 27,3 bilhões no ano anterior.Já sobre as exportações, o aumento foi de 12,9%, chegando a US$ 34,4 bilhões em 2026, ante os US$ 30,5 bilhões no mesmo período do ano passado.A corrente de comércio, soma das importações e exportações, alcançou US$ 61,1 bilhões em setembro, aumento de 5,6% com relação a 2025 (US$ 57,8 bilhões).Além disso, o MDIC alterou a previsão de resultado da balança comercial para 2026, saindo de superávit de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.







