São Paulo, BrasilOtávio, Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo; Rayan, Raphinha e Vinicius Júnior.Esse é o time que treinou hoje para o segundo confronto contra o fraco time australiano.Hugo Souza, Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Estêvão, Raphinha, Endrick e Vini Jr.Com a mudança mais óbvia possível.Ancelotti já tinha visto na Copa do Mundo, o quanto é fantasiosa sua ideia de colocar quatro atacantes e só dois volantes no meio-campo.E voltou a fazer isso na sexta-feira.O Brasil não foi derrotado porque Rayan marcou um gol de cabeça aos 49 minutos do segundo tempo.A utopia teve outro choque de realidade, quando o treinador adversário faz o primário no futebol moderno. Coloca quatro, cinco atletas na intermediária. E trava a Seleção.Por isso, o italiano faz o óbvio e colocará mais um meio-campista na terça-feira: Gabriel Buontempo.O Brasil passará a atuar no 4-3-3. Na quinta-feira, um dia antes do lastimável 1 a 1, este blog já havia alertado a inaceitável formação 4-2-4. E veio a desilusão pelo assustador desempenho brasileiro.O eco das críticas ao péssimo futebol da Seleção foi forte demais.Atingiu imediatamente os jogadores.Carlo Ancelotti tratou de tentar acalmar os dirigentes e seus atletas.Para mostrar à imprensa e à população, assustados, com o futebol constrangedor do time pentacampeão mundial, o italiano age para desmoralizar a revolta de jornalistas pelo empate diante dos fracos australianos, em 1 a 1, na sexta-feira.Deixa implícito que foi ‘apenas’ um teste. E não sua obsessão.Ele deixou claro aos poucos correspondentes brasileiros na Austrália: fará, ao menos, sete mudanças no inexplicável segundo jogo contra o mesmo adversário, nesta data Fifa.Aliás, partidas escolhidas a dedo para que a Seleção vencesse, para buscar recuperar um pouco da confiança no trabalho de Ancelotti, decepcionante no primeiro jogo depois da eliminação da Copa do Mundo.Um jogador em particular ficará muito exposto caso a equipe esboçada hoje se confirme.Hugo Souza.Logo no seu segundo jogo pela Seleção como titular, o primeiro depois da Copa, que serviria para começar a nova fase, sem Alisson, goleiro das últimas três Copas que o Brasil perdeu, Hugo teve atuação comprometedora.Falhou em duas saídas fáceis em escanteios. Errou reposições. E, pecado mortal, nem se mexeu em cobrança previsível de Irankunda. Bastaria analisar como ele bate falta na Internet. Tem preferência por chutar sobre a barreira, quando a infração acontece perto da grande área, do lado esquerdo.Aos 27 anos, Hugo carrega essa sina.De falhas marcantes, apesar do seu excepcional potencial.Foi assim no Flamengo e no Corinthians.Agora, na Seleção.Ancelotti sabe.Se agir com justiça, Hugo deixa o gol para Otávio, jovem arqueiro do Cruzeiro, que tomou a posição do consagrado Cássio.Mas pode travar, queimar o corintiano na Seleção.Hugo tem tentado mostrar na Austrália que não está abalado. Mas sabe que seu jogo de sexta foi ruim, comprometedor.Se deixar o time agora, depois de uma péssima partida, poderá não mais voltar. Provaria que não é ‘goleiro de Seleção’. E só de clube.Outro jogador que perdeu pontos importantes foi Endrick.Reserva no Real Madrid, o atacante foi de nulidade atroz contra os zagueiros australianos.Estava claro que não seria titular no jogo de terça-feira. Não fez absolutamente nada. Preso, submisso, aceitando a marcação. Foi enorme desilusão para Ancelotti. Até mesmo jornalistas e torcedores que exigem sua titularidade se calaram diante de mais uma fraca atuação pelo Brasil.A ponto de Ancelotti testar Raphinha como atacante mais adiantado, no lugar de Endrick. Sim, um atleta improvisado tem tudo ser melhor que o reserva do Real.E Rayan, que evitou vexame maior na sexta-feira, também será titular, mudança importante.Vale a pena repetir. A Austrália é apenas a 28ª força do futebol mundial, de acordo com o ranking da Fifa, que mostra o Brasil em quinto.A Seleção, mesmo começando um novo ciclo, teria a obrigação de se impor diante de um adversário tão fraco.O time que Ancelotti levará a campo é muito mais racional taticamente, o que deverá ter influência no confronto.O trabalho do italiano na Seleção, até agora, é muito fraco, diante da expectativa por sua contratação.Ele precisa reagir.E mostrar porque é o treinador mais laureado do mundo, com cinco conquistas de Champions.Deixar claro que também sabe trabalhar em seleções, quando o tempo é exíguo, pequeno. Bem ao contrário, onde passava meses, anos, diariamente, ao lado de um time.Trabalho em selecionados é completamente diferente.Ancelotti ainda não mostrou esta adaptação.Se é que ele conseguirá se adaptar...









