Na Mira

Local pertence ao ICMBio. Segundo o órgão, grileiros já haviam instalado contêiner, três tratores e um caminhão carregado com madeira

Thamires Almeida

26/09/2026 19:58

Material cedido ao Metrópoles

Um operação realizada por órgãos ambientais do Distrito Federal, nessa sexta-feira (25/9), interrompeu um parcelamento irregular na área da Serrinha, no Paranoá. No local, as equipes encontraram um contêiner já instalado, três tratores e um caminhão carregado com madeira. A estimativa é que a área degradada seja superior a 200 hectares.

A ação foi realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Brasília Ambiental (Ibram), Terracap e pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A operação mirou uma terra que pertence ao ICMBio e que estava sendo alvo de grilagem e desmatamento por terceiros.

Ao menos cinco pessoas foram ouvidas na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), sendo dois agentes dos órgãos e três pessoas apreendidas na operação. Entre eles, um homem chamado Vinicio Jadiscke Tasso, de 72 anos, que se apresentou como proprietário da terra.

Segundo o depoimento de Vinicio à polícia, ele possui os “documentos que comprovariam seu direito sobre a área”. Ele afirmou que detém ainda uma decisão judicial que lhe assegurava o direito de posse sobre a terra. Ainda de acordo com o homem, ele planejava construir “11 imóveis e estruturas destinadas ao uso da área, incluindo casas para caseiros, galinheiro, curral e outras instalações”.

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Em contrapartida, a Terracap informou que a área é propriedade pública e que “nunca autorizou os envolvidos a realizaram extração de madeira, ocupação, construção ou qualquer outra atividade em seu nome na área objeto da ocorrência”. A pasta esclareceu ainda que embora existam processos envolvendo o solo, ajuizados por Vinicio, “não teria sido identificada decisão judicial que reconheça aos envolvidos direito de posse ou propriedade em face da Terracap”.
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A pasta determinou que todos os responsáveis pelos tratores, caminhões, cercas e outros objetos apreendidos no local sejam identificados para que a participação individual de cada uma seja apurada.
“Quanto à madeira apreendida/localizada, deverá ser realizada a identificação da espécie, quantidade, origem, documentação florestal e eventual autorização para corte e transporte, bem como identificada a propriedade e o responsável pelo caminhão utilizado no transporte. Deverão ser identificados os responsáveis pelos tratores, caminhão, contêineres, cercas, construções e demais intervenções constatadas, bem como apurada a participação individual de cada envolvido”.
A reportagem procurou Vinicio Jadiscke e aguarda retorno.
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Construção foi encontrada em terra pública na Serrinha do Paranoá
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Caminhão com carga de madeira foi encontrada em terra pública na Serrinha do Paranoá
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Agentes encontraram tratores trabalhando em área ambiental no Paranoá
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Agentes de órgãos ambientais interrompem grilagem de terra na Serrinha do Paranoá
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Agentes de órgãos ambientais interrompem grilagem de terra na Serrinha do Paranoá
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Alvo de operações anteriores
Em 2010, Vinicio Jadiscke Tasso, foi alvo de uma denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) que envolvia o parcelamento irregular do solo. O processo terminou com a condenação do ex-Deputado Distrital Pedro Passos a pena de quatro anos de reclusão em regime semiaberto e 90 dias-multa, correspondente a cerca de R$ 10 mil.
De acordo com os autos, ex-Deputado e seu irmão Márcio Passos uniram-se a Vinício Jadiscke Tasso e Salomão Szervinski para parcelar e negociar irregularmente os terrenos. O episódio tornou-se público devido a escutas telefônicas autorizadas pela Justiça que flagraram conversas dos investigados relacionadas ao empreendimento. Os outros réus da ação já foram condenados. Pedro Passos era o único que ainda faltava ser julgado.


