Coreia do Norte divulga novo sistema de lançamento de foguetes capaz de ‘aniquilar o inimigo’

O novo sistema de armas servirá como ‘o principal meio de ataque’ para as forças armadas do país, informou o líder norte-coreano Kim Jong-un. Crédito: APVideoHub

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

Os Estados Unidos deveriam buscar o congelamento, ao invés da eliminação imediata, do programa nuclear da Coreia do Norte e oferecer alívio das sanções em troca, afirmou o presidente sul-coreano Lee Jae-myung. A declaração foi feita em entrevista ao jornal americano The New York Times, publicada nesta segunda-feira, 21.

Desde que assumiu o cargo em junho de 2025, Lee reverteu a postura de seu antecessor linha-dura, Yoon Suk-yeol, e ofereceu negociações sem pré-condições à Coreia do Norte, que possui armas nucleares.

Pyongyang ainda não respondeu às ofertas.

Publicidade

O presidente sul-coreano Lee Jae-myung. Foto: Chung Sung-Jun/Getty Images

PUBLICIDADE

Apesar das sanções de longa data da ONU, a Coreia do Norte consolidou o status de “potência nuclear”, e os líderes do país declararam repetidamente que o arsenal nuclear é permanente e irreversível.
Pyongyang também garantiu o apoio da Rússia, além do aliado tradicional, China, diminuindo qualquer benefício potencial da retomada das relações diplomáticas com os Estados Unidos.
“Acredito que haja um valor significativo em uma troca entre as sanções e a suspensão do desenvolvimento de novas armas nucleares e tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais”, declarou.
Publicidade
“Buscar a desnuclearização nas circunstâncias atuais”, disse Lee ao jornal americano, “só garante que nada será alcançado”.
O presidente sul-coreano havia dito anteriormente que congelar as capacidades nucleares de Pyongyang nos níveis atuais, suspendendo a nova produção e impedindo a importação de materiais nucleares, seria em si “uma conquista”.
Críticos argumentam que tal abordagem corre o risco de aceitar tacitamente a Coreia do Norte como um Estado com armas nucleares, ao mesmo tempo que permite que Pyongyang obtenha alívio das sanções sem, em última análise, renunciar ao arsenal.
Publicidade
Trump se reuniu com o líder norte-coreano Kim Jong-un três vezes durante o primeiro mandato, mas a diplomacia acabou estagnada após a cúpula de 2019 em Hanói não ter chegado a um acordo sobre o alívio das sanções ou sobre o que Pyongyang ofereceria em troca da desnuclearização. /AFP
Leia mais:
- Explosão em mina na fronteira entre Coreias deixa três soldados sul-coreanos feridos
- Coreia do Norte dispara 2º projétil no Mar do Leste
- Trump quer retomar diálogo com Pyongyang, diz presidente sul-coreano
Vale ler também
Oliver Stuenkel
Avanço dos houthis no Iêmen encarece o petróleo e pressiona Trump antes das eleições
Lourival Sant'Anna
Quebra de confiança no Judiciário e eleições travam investimentos tecnológicos no Brasil
Rodrigo da Silva
Afinal, quem investiga o Supremo? Entenda no vídeo

