No último Natal, meu filho de 6 anos pediu “squishies” para o Papai Noel. Na hora, só fiquei pensando como se escrevia isso e onde eu ia achar esse treco. Mas bastou uma busca simples para encontrar em várias plataformas um monte de opções do brinquedinho fofo que é febre em todo o mundo. Logo de cara fiquei animada com o preço. Pasmem: comprei 40 bichinhos e gastei só R$ 12. Mentalmente comemorei o fim do prejuízo com as pistas Hot Wheels. Mas, quando a esmola é demais, a gente desconfia, não é mesmo? Nessa mesma pesquisa achei várias matérias sobre acidentes com os squishies. Todas relacionadas a queimaduras, desafios na internet e orientações de uso equivocadas. Parece óbvio que colocar qualquer brinquedo (certificado ou não) no micro-ondas é perigoso e não faz o menor sentido, mas não é. Parte da febre dos squishies ganhou força justamente nas redes sociais, onde vídeos curtos passaram a mostrar crianças e adolescentes apertando e tentando modificar seus formatos originais.Um dos primeiros conteúdos que viralizou afirmava justamente que colocar squishies no micro-ondas faria com que eles ficassem mais macios e maleáveis. Em alguns casos, isso realmente aconteceu, mas em outros o material (que não foi feito para isso) cedeu e acabou gerando acidentes graves.Depois dizem que desinformação não mata, mas basta uma ideia ruim para causar um estrago gigantesco.No Brasil, os brinquedos comercializados regularmente precisam ser certificados e atender aos requisitos de segurança estabelecidos pelo Inmetro. E isso não é à toa, gente.Entre as exigências estão resistência mecânica, segurança das partes e materiais e ausência de características que possam causar danos à saúde. O regulamento também determina informações como faixa etária, instruções de uso e, quando necessário, a necessidade de supervisão de um adulto.Crianças colocam coisas na boca, arremessam e testam tudo o tempo todo.Por isso, se você optar por comprar um brinquedo que não tenha selo de qualidade, a supervisão e as buscas por informações precisam ser redobradas.Eu bato muito nessa tecla aqui. Os pais precisam saber o que se passa no mundo dos filhos. Se informar, orientar e supervisionar faz parte do nosso papel. Nesses casos, não foi apenas ter o brinquedo que causou os acidentes, mas a ação de uma criança sem orientação certa ou supervisão adequada.Um brinquedo pode ser considerado seguro, ter selo do Inmetro e, ainda assim, tornar-se uma fonte de risco quando é submetido a uma condição para a qual não foi projetado.Por isso, a melhor opção é conversar. Fale sobre os perigos das trends, explique que nem tudo que aparece em um vídeo é real ou deve ser imitado e, por fim, ensine a criança a questionar e raciocinar sobre as coisas. 👉Siga o Tempinho Juntos no Instagram✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












