Beatriz de Moura (Rio de Janeiro, 1939 – Barcelona, 17 de abril de 2026) foi uma editora hispano-brasileira, fundadora de Tusquets Editores e sua diretora por mais de quarenta anos. Foi galardoada em 2010, com a Medalha de Ouro às Belas Artes e em 2006 com o prêmio Sant Jordi.
Biografia Beatriz de Moura era filha de um diplomata brasileiro, e por isso viveu em vários países durante sua infância e juventude. Estudou tradução em Genebra, na Suíça. Após ter trabalhado em diversas editoriais em Barcelona, na Espanha, em 1968, ela constituiu com seu então marido, o arquiteto Òscar Tusquets, a Tusquets Editores, que iniciou suas atividades em 1969, com a publicação de duas coleções “Cadernos ínfimos” e “Cadernos Marginais”. A editorial Tusquets tem publicado em espanhol obras de Ernst Jünger, Milan Kundera e E.M. Cioran. A própria Beatriz de Moura tem traduzido obras do francês, como Os testamentos traídos, A lentidão, A identidade e A ignorância de Milan Kundera. Beatriz de Moura foi membro do Foro Babel, iniciativa cívica de defesa do bilingüismo na Catalunha frente à política monolinguísta do governo de Jordi Pujol. Em 1999, Beatriz de Moura recebeu o Reconhecimento ao Mérito Editorial, galardão outorgado pela Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México), por seu trabalho como editora na Tusquets. Em 2006, recebeu a Cruz de Sant Jordi da Generalidade de Cataluña e, em 2010, a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes, do Ministério de Cultura de Espanha. Em 2012, ela assinou um acordo com o grupo Planeta para administração e distribuição da Tusquets. Em 2017, doou o arquivo da editoria para a Biblioteca Nacional da Espanha.
Prêmios e reconhecimentos 1999 - Reconhecimento ao Mérito Editorial, da Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México) 2006 - Cruz de Sant Jordi, da Generalidade de Cataluña 2010 - Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes, do Ministério de Cultura de Espanha
Referências