Kleber Mendonça Filho é um diretor, roteirista, produtor, crítico e programador de cinema brasileiro. Seu estilo de cinema mistura vários gêneros, como drama, suspense, ficção científica e thriller. Os temas que mais explora em seus filmes são a resistência, memória e preservação, relações de classe entre outros. Começou sua carreira no meio cinematográfico por volta dos final dos anos 90, fazendo curtas-metragens. Sua primeira experiência dirigindo um filme foi em 1992, quando lançou os curtas Homem de Projeção e Casa de Imagem, como parte do projeto intitulado Casa de Imagem. Anteriormente, havia feito uma experiência em VHS intitulada Travelling. Ainda por volta do final dos anos 90, funda seu prórprio estúdio, a CinemaScópio Produções, em Recife. Seu primeiro filme que fez sucesso fora do Brasil foi o curta-metragem Vinil Verde, uma livre adaptação de uma fábula infantil russa chamada Luvas Verdes. O filme foi exibido no Festival de Cinema de Cannes, em 2005, sendo essa a primeira vez que um filme seu foi exibido em um grande festival internacional de cinema. Eletrodoméstica é outro curta de destaque em sua filmografia. Em 2008, dirige seu primeiro longa-metragem intitulado Crítico, sendo um documentário onde 70 críticos e cineastas discutem sobre o cinema a partir do debate existente entre o artista e o observador, o criador e o crítico. O documentário trouxe inúmeros nomes influentes do cinema, entre eles Walter Salles, Nelson Pereira dos Santos, Gus Van Sant, Eduardo Coutinho, Fernando Meirelles, Carlos Reichenbach entre outros. No ano seguinte, faz o curta Recife Frio, um mocumentário sobre uma estranha mudança climática na cidade tropical de Recife. Foi outro sucesso de crítica, rendendo mais de 50 prêmios no Brasil e exterior. Foi com O Som ao Redor que Kleber conseguiu mais reconhecimento nacional e internacional. Estreando em 1 de fevereiro de 2012 no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, na Europa, recebeu inúmeros prêmios pelo mundo, incluindo três vitórias no Festival de Gramado, seis indicações e uma vitória no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, e uma vitória no Festival de Cinema da Polônia, Festival de Cinema da Sérvia, BFI London Film Festival e Associação de Críticos de Toronto. Foi também o candidato brasileiro ao Oscar 2014. Seu segundo longa-metragem, Aquarius, com Sônia Braga, foi selecionado para o Festival de Cannes, onde competiu pela Palma de Ouro, prêmio máximo do festival. Sua direção no longa lhe rendeu prêmios no Prêmio Ibero-Americano de Cinema Fênix e no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, além de indicações ao Prêmio Platino e no César. Outro filme seu, Bacurau, competiu pela Palma de Ouro em Cannes, em 2019. Dessa vez dividindo a direção e o roteiro com Juliano Dornelles, o filme ganhou o Prêmio do Jurí no festival, fazendo Bacurau se tornar o segundo filme brasileiro a ser laureado no certame geral, após O Pagador de Promessas de Anselmo Duarte. Foi também um sucesso de crítica e de público, sendo selecionado para mostras principais de festivais prestigiados mundialmente. Em 2023, volta para a área de documentários com Retratos Fantasmas, que explora a rotina de ida ao cinema no centro de Recife durante o século XX. Em 2025, seu filme O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura, saiu como o filme mais premiado daquela edição do Festival de Cannes, recebendo os prêmios de Diretor e Ator, para Mendonça Filho e Moura, respectivamente. No Globo de Ouro de 2026, O Agente Secreto foi indicado em três categorias, Melhor Filme em Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama, vencendo Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator, tornando-se o primeiro filme brasileiro a ganhar dois globos de ouro, o primeiro a vencer e ser indicado a Melhor Ator e Filme em Drama, e o primeiro a vencer em Melhor Ator. Entre os prêmios e indicações de destaque conquistados pelo filme, estão duas indicações ao Prémios BAFTA e Prêmios Critic's Choice de Cinema, e quatro indicações ao Oscar, se tornando o filme brasileiro mais indicado na premiação ao lado de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Seu próximo filme, segundo o que o próprio disse em entrevistas, será um drama ambientado no Recife dos anos 30, com a trama girando em torno de eventos que ocorreram na cidade no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.
Filmografia
Curtas-metragens
Como produtor
Referências