Como Trump transformou a Venezuela num protetorado americano

Concessões centenárias de petróleo, controle sobre receitas e poder de veto dão a Washington influência inédita sobre a economia e o futuro político do país. Crédito: Coluna: Rodrigo da Silva; Apresentação: João Abel

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O partido Vente Venezuela exigiu o fim imediato da inabilitação política de María Corina Machado após a juíza Barbara Cesar Siero revelar que foi forçada a assinar a medida. A juíza afirmou que seus familiares foram presos para coagi-la. María Corina, vencedora das primárias da oposição, foi impedida de concorrer nas eleições presidenciais de 2024, vencidas por Nicolás Maduro, em um pleito denunciado como fraudulento. O partido destacou a ilegalidade da inabilitação e a perseguição política do chavismo.

O partido da venezuelana María Corina Machado pediu nesta quinta-feira, 8, o fim “imediato” de sua inabilitação política, após uma juíza confessar que foi forçada a assinar a medida que impediu a líder opositora de concorrer nas eleições presidenciais da Venezuela de 2024.

Vencedora das primárias da oposição no ano anterior, María Corina não pôde disputar as eleições presidenciais e indicou o diplomata Edmundo González para substituí-la. O ditador posteriormente deposto Nicolás Maduro foi proclamado vencedor do pleito, denunciado pela oposição como uma fraude.

María Corina não pôde disputar as eleições presidenciais da Venezuela em 2024 e indicou o diplomata Edmundo González para substituí-la Foto: Alex Wroblewski / AFP

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Barbara Cesar Siero, 51, juíza do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2024, afirmou à AFP que dois de seus irmãos e sua cunhada, militares, foram presos em dezembro de 2023 para forçá-la a assinar o documento que inabilitou María Corina.

“Essa inabilitação deve ser levantada IMEDIATAMENTE”, exigiu o partido Vente Venezuela, em comunicado no qual ressaltou que a medida foi “ilegal desde a sua origem”, por ter sido ratificada por meio de pressão sobre a juíza.
“Prender e punir membros da família para vencer a vontade de uma pessoa” revela “até onde o aparato criminoso do chavismo foi capaz de chegar para perseguir politicamente” seus opositores, afirmou o partido da líder opositora. / AFP
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